Porto Alegre, Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010
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Salão Duas Rodas 2003 - São Paulo - SP

VIAGEM AO MUNDO DOS NEGÓCIOS - DO RS AO SALÃO DUAS RODAS - SP

Destino
  • SALÃO DAS DUAS RODAS 2003 - SÃO PAULO-SP
Roteiro
  • Serra do Juquiá: Indicação do amigo Pedro Bala de Osório
  • Litoral Paulista: Indicação do Amigo Jorge de Iraí
Período
  • 16 A 20/10/2003 No Pavilhão de Exposições Imigrantes
Aventureiros e suas Máquinas
  • DANIEL GOULARTT DA SILVA - “TEXANO”
    servagetexano@terra.com.br
    Servage da Estrada Moto Grupo do RS
    Secretário Geral da AMO-RS
    HONDA - Shadow 600 - ANO 2000
    Procedência: Osório-RS
  • MARCELO RANGEL - “RANGEL”
    marcelo.rangel@sefaz.rs.gov.br
    Servage da Estrada Moto Grupo do RS
    HONDA - Shadow 600 - ANO 2001
    Procedência: Santa Cruz do Sul-RS
Informações Técnicas
  • Km Percorridos: 2800 km
    Combustível: Gasolina
    Mais barata:
       COMUM: R$1,84 (São Paulo - SP)
       ADITIVADA: R$1,99 (Baln. Camboriú - SC)
    Mais cara:
       PREMIUM: R$2,39 (Porto Alegre - RS)
    Consumo:
       22,3 km/l
A Viagem

      A viagem foi um sucesso, pois fomos e voltamos com calma, segurança, as 2 motos Shadow 600 macias e econômicas, muitas fotos, reencontro com amigos do rio grande, novos conhecidos até da Bahia e na bagagem a certeza que São Paulo é uma cidade pra quem tem muita disposição e vontade de se incomodar, enfim , essa cidade "é um mundo a parte", muito diferente do que somos acostumados.
     A minha viagem (RANGEL) começou em Santa Cruz do Sul, 150 km antes de POA, pela manhã passei em Santo Antônio da Patrulha para falar com o amigo Figueira e arrumar uma sinaleira quebrada na auto-estrada Porto Alegre - Osório. (nesta hora, pela minha filosofia de vida, tinha certeza que a viagem seria tranqüila) a sinaleira foi apenas amarrada no suporte do alforje, solução do amigo e mecânico Batista, já que o conserto levaria muito tempo atrasando assim a viagem. Até Osório, onde encontrei o Daniel, eu já tinha rodado 300 km.
     Já a minha (DANIEL) viagem se deu inicio na capital dos pampas (Porto Alegre-RS), dei uma carona para o meu irmão até Osório, e na BR-290 (FREE WAY) o RANGEL nos alcançou, mas fomos conversar mesmo só em Osório - RS.

     Saímos na quinta-feira dia 16 na metade da tarde de Osório - RS com muito sol e muito vento o que nos obrigou ir pela 101, pois a Estrada do Mar é horrível para motos quando tem muito vento (por ser muito descampada) já em laguna tivemos que colocar toda a roupa quente que tínhamos pois o frio baixou de vez e quando passamos por Florianópolis parecia ter entrado em uma geladeira, em compensação a estrada melhorou 100%-pista dupla direto- tocamos até Camboriú - SC no e dormimos no apartamento da tia Neusa (tia do Daniel). O fato curioso da noite de quinta foi que saímos do ap. pra comer algum tipo de fruto do mar, fomos até a beira mar e vimos que aqueles bares não eram pra nós (dois motociclistas com intuito de economizar ao máximo, pois sabe como é, a viagem é longa, portanto tem que poupar), acabamos parando próximo ao Shopping Atlântico - centro de Camburiu, em um Cyber-Café, muito mais acessível; após atualizamos nossos diários de bordo e fomos para o berço!

     Na sexta-feira dia 17 depois do café a beira mar, abastecer as motos e calibragem dos pneus, (o pneu dianteiro da moto do Daniel perdia ar que era resolvido com calibragem várias vezes ao dia). Eram umas 10hs:30min. Estávamos passando rente a Curitiba - PR, seguimos em direção ao estado de São Paulo, ainda fresquinho, depois da serra de Curitiba, almoçamos em Cajati - SP (churrascaria do caminhoneiro - R$ 5.90 rodízio de carnes, não era lá essas grandes coisas, mas para motociclistas Servages, tava bueno); abastecemos e fomos subir a Serra do Juquiá em direção a Sorocaba - SP, (um prato cheio para quem gosta de curvas fechadas e muita natureza, onde no topo da serra bebemos água de uma bica em forma de uma cabeça de anta), aumentando o percurso em torno de 70 km e em tempo em torno de 1 hora e meia – vale a pena conferir – , chegamos em São Paulo lá pelas 19:00 horas de uma sexta-feira (dá para imaginar?). 6 pistas de uma via expressa e sem saber para que lado ir, mas resolvido com um pedido de informação, realmente foi uma sensação muito esquisita, pois a gente tava sendo ignorado pelos outros motoristas que não respeitam nem um pouco aos motociclistas, nem mesmo os moto boys respeitam a si próprios, passam entre os carros em alta velocidade, businando e chingando quem se atravessa na frente deles, nós quase fomos linxados por eles, devido a nossa tentativa de querer passar entre os carros na manha do ganso, que nada pra eles tem que passar entre os autos a 50/60 km/h – loucura total.
     Fomos achar o hotel que tinhamos reservado via internet, já eram 22:00hs, o hotel ficava num calçadão, a 100 metros do teatro municipal e da esquina das avenidas, eternizada pela música do caetano veloso, ipiranga com são joão, onde a noite rolava festa nos bares, show de strip-tease, mendigos, carros de polícia, tiro e outros, e nós atravessávamos toda essa “muvuca” (uns 300 metros) para deixar as motos no estacionamento de outro hotel. Já pela manhã estava cheio de camelôs e por falar manhã lembro que o café era tão fraco que não tinha nem prato para o pão, mas o resto era legal. Neste café encontramos um pessoal tatuado falando espanhol e depois de um contato descobrimos que tinha um encontro mundial de tatuagem que acontecia na barra velha (bairro da cidade).

     No sábado dia 18 num calor insuportável conhecemos, por fora devido a um show, o Morumbi (o Daniel é torcedor do São Paulo) e fomos ao nosso objetivo, o salão duas rodas, onde tinha máquinas e equipamentos de última geração e com a maior tecnologia já vista, da bicicleta ao triciclo (de adulto) para encher os olhos e aumentar o conhecimento. Entre várias surpresas do salão, estavam: a moto do campeão mundial de MOTO GP, Valentino Rossi, a moto da equipe Yamaha, do piloto brasileiro Alexandre Barros, Hayabusa 1300cc com nitro, Harley Davidson para todos os tipos e gostos, triciclo do By Cristo com DVD, a partir de R$ 45.000, bicicletas com motor, Test Drives de motos, shows de equipes profissionais, e muito mais que só vendo para crer. Ah! Não podemos deixar de ressaltar a Rider Classic e a Free Style, fábricas aqui do nosso estado que estavam presentes lá e foram bastante receptivos conosco.
     Uma enorme gama de motociclistas apareceu por lá, mas tinha também muitos curiosos e pessoas de fora do meio motociclístico, e tudo isso é claro, deu uma pitada diferente no salão duas rodas. Ficamos lá das 14:00 (abertura) até as 23:00, fechava as 22:00, mas ficamos jantando, pois o local era muito grande e não deu para jantar antes. Além da parte interna tinha outra externa onde colocamos a bandeira do grupo num espaço vip, para shows e debates, reservado pela Associação de Motociclistas de São Paulo onde fomos bem recepcionados pelo vice-presidente e ainda assistimos a vários shows de rock clássico com qualidade de primeiro mundo, que contagiava e emocionava a todos presentes.

     No domingo dia 19, acordamos cedo, tomamos nosso café parco, carregamos as motos e pegamos a estrada; conseguimos sair da capital paulista sem muitas dificuldades, pois já estávamos um pouco adaptados e o trânsito não estava que nem na sexta, antes de sair da cidade, passamos por alguns túneis e um deles era o túnel com o nome do Airton Senna (espetacular); começamos a voltar agora pelo litoral, rodovia dos imigrantes (muito boa, estrada dupla, passagens legais) e logo mais a SP-055 (não tão boa quanto a r. Dos imigrantes, mas com a vantagem de ir costeando o litoral e vendo o mar em alguns pontos, dava uma vontade de parar e se refrescar, mas o tempo era curto, então não deu) novamente um calor insuportável, paramos em Peruíbe - SP, bebemos uma água e voltamos para a estrada, fazia um calor insuportável principalmente das 10:00 às 16:00, e nós ainda com roupa de couro, imagina só!!! No inicio da tarde, ainda no estado de São Paulo fomos parados pela polícia para uma fiscalização de “praxe”, sorte que eles foram bem legais, pois eu (Daniel) estava com um dos piscas estragados e com a placa traseira da moto modificada, os polícias foram prestativos e nos auxiliaram com dicas da estrada; pela tardinha o tempo começou a se enfeiar, e 50km antes de Camburiú - SC, onde dormiríamos novamente, pegamos chuva, encostamos em um posto e nos previnimos colocando as roupas apropriadas.
     Depois de descarregar as Shadows, tomamos um banho e descemos para tomar umas vitaminas e comer uns Sanduíches naturais, eu, Daniel dei azar, e acabei trocando com o Rangel que se adaptou melhor aquela gororoba, aliás o amigo Rangel é adaptável a tudo que é tipo de bebida e comida, o cara tem um estômago de javali, ah...ah...ah...!!!

     Na segunda-feira dia 20 foi tranqüilo, acordamos cedo e rumamos para o Rio Grande do Sul, fizemos um lanchão no posto Osório – Tubarão – SC, ponto de parada certeiro das nossas viagens. O pior foi o asfalto da BR-101, assim como na ida, de Palhoça - SC até Osório – RS. Nos despedimos na Free Way (16hs:30min).

     Este foi apenas um relato (DIÁRIO DE BORDO) para dar uma idéia de uma verdadeira viagem de moto, "sem carro de apoio". Vejam as fotos!

A Gauchada - Marcelo Rangel

     Estava eu, passeando pelo salão quando vi o Stand da ALBA, fabricante de capa de chuva (impermeável) para motociclistas, com uma cachoeira em uma parede de vidro muito bonita e muito bem decorado de acordo com o produto exposto. Foi quando avistei uma POLÂINA (bota de plástico impermeável que toma o formato do pé) que me chamou a atenção pela beleza e tamanho pois a que eu acabará de comprar para a viagem mais parecia um pé de pato (mas se provou nota 10 na chuva de domingo). Olhando a POLÂINA que estava juntamente com outra num pedestal, resolvi pegar para analisar melhor, foi quando percebi algo diferente no chão mais precisamente um degrau que olhei atentamente e jurei ter um vidro na mesma altura do piso; pois me enganei redondamente! ! ! Era 20 cm de água parada que parecia um espelho e eu que já tinha dado o passo e já estava com um pé inteiro até a canela dentro d'água e sem ter como voltar a solução foi colocar a ponta do outro na água para sair lá na frente. Depois de muitas risadas, minhas, do Daniel e do pessoal do stand fiquei sabendo, se serve de consolo, que não fui o único e me restou passear com os pés molhados e pensar; torço ou não torço.



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