Porto Alegre, Sábado, 04 de Setembro de 2010
Boa tarde! 
 
Bem Vindo(a) ao Site do Moto Grupo Servage da Estrada
   
MENU


DESTAQUES & APOIO







023166
Acessos desde
27/08/2007

PREVISÃO DO TEMPO



CONTATO
Nome:

E-mail:

Mensagem:


 

Galerias de Fotos

IRON BUTT ASSOCIATION - SERVAGE DA ESTRADA - RS - BUNDAS DE FERRO

Saddlesore/Bun Burner/1000Milhas 24hs (Prova mínima para se associar a Iron Butt) 13 e 14 de Novembro de 2004. OS BUNDAS DE FERRO: · Daniel Goulart da Silva (Servage Texano) Suzuki GSX-R 750cc – SRAD – Osório-RS · David Efraim Polastri dos Santos (Servage Badu) Honda CBX 250cc – TWISTER – Santo Antonio da Patrulha-RS · Elisandro Silva da Silveira (Servage Elisandro) Suzuki Intruder 250cc – Gravataí-RS · Marcelo Rangel da Silva (Servage Rangel) Honda VT 600cc – SHADOW – Santa Cruz do Sul-RS · Márcio César Osio Rocha (Servage Falka) Honda NX-400cc FALCON – Gravatai-RS · Miguel Ângelo dos Santos Duarte (Servage Alone) Honda CBX-F 750cc Indy – Uruguaiana-RS · Nelson Reis Loureiro (Servage Nerso) Suzuki GSX-F 750cc – Porto Alegre-RS · Sandro Silveira da Silva (Servage Kbelo) e Marivone Decken de Oliveira (Servage Mary) Yamaha-XTZ 750cc – SUPER TENERE – Santo Antonio da Patrulha-RS O PERCURSO: Praia de Rondinha (Estrada do Mar), Porto Alegre (BR290), Pelotas (BR116), Bagé (BR293), Santana do Livramento (BR293), Quarai, Alegrete (BR290), Rosário do Sul (BR290), São Sepe (BR290), Porto Alegre e Praia de Rondinha. KM TOTAL: 1620 KM PERCORRIDOS TEMPO TOTAL: 22 HORAS O RELATO: 13/11/04-Sábado- o ponto de partida seria da Praia de Rondinha-casa do Nerso e Sede do Servage da Estrada, já no começo da manhã os primeiros aventureiros foram chegando pra relaxar e se concentrar, o último a chegar foi eu (tive problemas com a parte elétrica da moto e só consegui resolver depois de 48hrs com a “bichinha” no mecânico). Quando cheguei em Rondinha (17hs) faltavam 5hrs para a grande saída (22hrs), todos estavam deitados (dormindo ou se revirando na cama devido ao nervosismo e a ânsia de pegar uma super estrada que muitos ali nunca tinham percorrido de tal forma), fui tentar dar uma deitada pra relaxar, mas que nada, a adrenalina já tinha tomado conta do meu corpo e só me deu dor de cabeça! Obs: antes da grande partida rumo ao desconhecido alguns dos aventureiros tiveram dor de cabeça, enjôo, diarréia e os outros queriam pegar a estrada antes do programado já não agüentando mais a ansiedade. Próximo das 20hs começamos a colher as assinaturas das testemunhas e preencher os formulários necessários para o inicio da Prova IronButt, tudo isso acompanhado das companheiras (namoradas ou esposas) que deram a maior força para nós. Em torno das 21hs começamos a esquentar os motores das motos e fomos para o Posto de Combustível (Ipiranga) na Estrada do Mar, abastecemos, pegamos as notas (meio de prova pra comprovar nosso trajeto), nos despedimos de todos que ali estavam presentes e às 22hs rumamos no meio da noite para o grande desafio. O inicio foi bastante movimentado, eram sete faróis de motos no meio da noite, como era feriadão todo cuidado era pouco, a estrada do mar estava com fluxo de veiculo intenso, dessa forma não conseguia avistar todos os amigos que vinham atrás, logo pegamos a BR290-Free Way e uma surpresa nos aguardava, era o Servage Alone (Miguel) teve problemas com sua moto antes da partida em Porto Alegre, acontece que ele conseguiu resolver o “pepino” e pegou a estrada às 20hs, foi de Porto Alegre a Osório, nos aguardou no primeiro pedágio após Osório, ele foi passando e cumprimentando um por um, garanto que à vontade e garra do Miguel contagiou a todos fazendo com que pagássemos a estrada com mais confiança e coragem do que nunca. A primeira parada era programada na Barra do Ribeiro (200km da partida), em um posto que tem quase na entrada da cidade, acontece que o tal posto estava fechado e logo veio o frio na barriga, pois estavam quase todos utilizando a reserva da moto, inclusive eu que tava puxando a dianteira...a sorte parecia estar mesmo do nosso lado, após rodar mais uns 10km encontramos (00:00h) um posto Texaco com apenas duas bombas de gasolina funcionando, ah e ainda por cima o funcionário (Gremista) era novo no pedaço, mas nada disso nos atrasou e meia hora depois estávamos na estrada novamente. Obs: tava me esquecendo de falar da recepção calorosa com cafés e abraços que fizemos ao mais novo integrante (Miguel) do grupo aventureiro. A estrada a ser percorrida era a BR 116, uma estrada com muitas retas e poucas curvas; também tinham alguns presentinhos pra nos descontrair, primeiro foi à estrela cadente que quase todos viram logo após a saída do Posto da Barra do Ribeiro, depois foi o carro da BM (Brigada Militar) que estava camuflado numa placa de sinalização, provavelmente pra pegar algum cidadão fora da lei e por último não poderia deixar de falar do tremendo frio que fazia naquela madrugada estrelada e bonita de rodar. Próximo das 2hs e 20min. estávamos encostando no Posto BR, junto à entrada da cidade de Pelotas... a característica marcante inicial de todos era a alegria e descontração, um brincava com outro, comentamos da estrela cadente, do carro da policia camuflado, demos risadas, tiramos fotos e pegamos nossas notas. O frio era bastante mas o espírito da turma estava bem quente e foi assim que retornamos a estrada novamente (3hs da madrugada), a estrada agora era a BR 293. até Pinheiro Machado-RS tudo tranqüilo, fora uma moto sem iluminação alguma na estrada escura; de Pinheiro Machado à Bagé a serração começou a baixar e a atenção tinha que ser redobrada. A intenção era abastecer pelas redondezas de Bagé onde estaríamos completando mais 190km de estrada e as motos estariam entrando na reserva, pra nossa surpresa não encontramos nem um posto na entrada da cidade e fomos tocando até encontrar um pela estrada (50km depois)...resumindo: esta foi à parte da viagem onde algumas motos correram risco de ficar sem gasolina, pois tivemos que rodar até Dom Pedrito em uma velocidade baixa (80km/h) para economizar gasolina, sem contar o sono que batia em alguns integrantes, tornando este trecho bem perigoso com muita neblina, estrada ficou muito ruim (vários buracos), alguns amigos viram vultos e outros até dizem que cochilaram (dormiram) na moto. Ponto positivo foi que nesse trechão na noite o Servage Rangel e Servage Falkatrua notaram que eu não estava rendendo legal (tinha perdido um pouco dos reflexos, devido aos faróis que refletiam no espelho retrovisor por mais de 6 horas seguidas e devido à exigência de pilotagem à noite e com neblina-serração) e começaram a puxar a dianteira, fiquei muito feliz com isso e melhor fui pro final da fila só pra curtir todas motos rodando na madrugada e mais bonito ainda era ver nas curvas todos motociclistas em pura sintonia (eu ia acompanhando só pelas lanternas de freio), realmente compensador estar ali naquele momento! Chegamos no posto BR em Dom Pedrito por volta das 5hs e 20min, amanhecendo o dia tivemos que aguardar o posto abrir as bombas (6hs), o ruim é que não tinha um cafezinho sequer pra levantar o peão, sorte que o dia veio com um lindo amanhecer fazendo ascender à chama dos aventureiros que ali estavam. Fizemos uma mini-boquinha ali no posto e decidimos rodar + 90km até Santana do Livramento pra tomar o tão esperado café da manhã... Encostamos em Santana do Livramento 7hs e 10min, logo encontramos um amigo mecânico da Duaction(Porto Alegre) e perguntamos a ele onde poderíamos tomar um café e ele disse que àquela hora não iríamos encontrar nada ao não ser um Bar que vendiam X (bauru), mas pra nós que tínhamos muita estrada pela frente comer X àquela hora da manhã não cairia muito legal; perdemos alguns minutos ali naquele posto fechado, até quando o Servage Falkatrua, disse: “não podemos pensar em comida, temos que comer o tapetão (asfalto)”, no mesmo momento colocamos os capacetes e subimos nas motos e fomos tomar nosso café da manhã em Quarai-RS (+ 100km de estrada)...eram 8hs:20min estávamos detonando tudo (sanduíches e muito café) que tinha num posto em Quarai, todos famintos, mas felizes de estar rodando de dia e bem dentro do horário pré-programado. Uma observação válida de se fazer é sobre as intermináveis retas que pegamos de Dom Pedrito até Quarai, ali as esportivas se fartaram somente por alguns instantes, pois a regra era andar junto o maior tempo possível para evitar que alguém ficasse pra traz. Por volta das 9hs e 10min. voltamos para estrada, rodamos até o trevo que vai para Uruguaiana e para Alegrete, nós seguimos em direção a Alegrete na rodovia BR-290, o sol de próximo ao meio dia começava a maltratar os motociclistas, todos nós com roupas de couro e aparamentados de proteção para uma pilotagem segura, o calor começou a nos pegar junto com ele chegou o sono, alguns de nós dávamos uns esticões e logo encostava pra dar uma alongada na carcaça e também tirar umas fotos. A próxima parada foi em Rosário do sul (11hs), com mais de 1000km percorridos, estávamos melhor do que o programado, sobrava algumas horas pra poder administrar bem o restante da prova; após a abastecida e uma mini-descansada retornamos a estrada, o pessoal foi largando na frente e eu fiquei por último, tive que andar um pouco forte pra alcançar a turma, quando tinha alcançado quase todos fui dar a última “esticada” (andar na velocidade um pouco acima do indicado nas estradas) e de repente minha viseira soltou (quebrou) a trava que prende no capacete, logo encostei pra resolver o problema(guardei a viseira dentro da jaqueta e coloquei óculos) e comigo parou Servage Rangel...antes de seguir batemos umas fotos na estrada e fomos atrás do restante da turma. Neste trecho (Rosário do Sul-São Sepe) passamos trabalho pra ludibriar o sono, o sol tava forte, a estrada não tinha quase nenhum movimento de veículos e as paisagens eram bonitas(campos e mais campos), mas acabaram por se tornar monótonas, o Servage Kbelo teve que tomar uns cutucões da sua companheira Mary, caso contrário ele dormiria na estrada, já o Servage Miguel optou por dar uma elevada na velocidade deixando todos pra trás e logo mais à frente o encontramos em uma curva fazendo alongamentos (exercícios físicos), essa atitude me deu a mesma idéia e dei uma disparada, encostei em frente a uma casa e fui me exercitar também, era um sarro, parece doideira, mas acho que funcionou para distrair o sono de todos, o Servage Elisandro que o diga, o cara tava quase cochilando na Intruder, ao contrário do Servage Badu que se mantia sempre na mesma posição na sua moto, mal olhava para as brincadeiras que fazíamos de tão compenetrado na sua pilotagem. Em torno das 14hs paramos para fazer um quase-almoço em São Sepé, foi nesta parada que tiramos a famosa foto dos bundas de ferro(todos virados de bunda pra câmera), estávamos bem confiantes, pois o tempo estava a nosso favor (8hrs pra fazer pouco mais de 400km) e combinamos que não iríamos nos arriscar de dormir na moto vindo a causar um acidente, o primeiro que sentisse sono era pra parar e foi o que fizemos em Butiá-RS (80km antes de Porto Alegre), tomamos nosso último cafezinho da viagem e demos algumas risadas devido ao estado dos olhos de todos, estavam todos vermelhos (uns porque estavam sem viseira, outros por causa do vento quando abriam a viseira, outros por coçar e uns pelo sono mesmo). Chegando próximo a capital dos pampas (Porto Alegre) a ventania passou a nos acompanhar até o final do percurso, as motos andavam de lado na BR290 e na Estrada do Mar, demos nossa derradeira parada na cidade de Osório (minha terra natal) para a última abastecida e tocamos para o Posto que saímos na noite anterior (Posto Ipiranga-Praia de Arroio do Sal). As 19hs:58min eu e Servage Nerso “aterrisamos” no ponto de chegada, menos de 10 minutos após todos já estavam ali no final da grande Aventura Iron Butt, concluímos a prova em 22horas de pilotagem sem dormir e perfazendo um total de 1620km de estrada no nosso Estado. Era visível na face de todos a felicidade em concluir tal prova, pegamos as notas como comprovante de abastecimento, nos abraçamos, oramos e fomos para nossa sede em Rondinha onde estavam nossas famílias(esposas, namoradas, pai, mãe,etc). A chegada foi muito bacana, a comemoração foi 10 com direito a shampagne e uma churrascada, mas mal bateu 00:00 todos estavam na cama hibernando. OS SUPER HERÓIS: Servage Kbelo – o soneca da viagem, se não fosse a Mary (sua esposa) ele tinha arranjado uma sombrinha pra dormir...que nada o Kblo é um parceiro bom pra rodar junto, tem uma pilotagem muito segura, gosta de umas curvas e leva o motociclismo a sério. Servage Mary – única mulher a participar do Iron Butt, é uma guria parceira pra caramba, adora o motociclismo, mas só não pode faltar comida senão ela embravece(brincadeirinha)... Parabéns pela coragem! Servage Nerso – o vovô da turma... que nada o homenzinho é que tava com mais pique, por ele se rodava mais algumas centenas de km. Obs: Nersinho disse que foi tele-transportado em um dos trechos da madrugada, pois não lembra de nada, sinal que estávamos acompanhados da proteção Divina! Servage Elisandro – guerreiro da Intruder (homem de ferro), queria cochilar perto do meio dia mas nós tratamos de descontrai-lo parando na rodovia e fazendo exercícios físicos... Obs: a Josie (esposa do Elisandro) pode ficar bem tranqüila, pois não deixamos esse índio véio sair da estrada. Servage Rangel – grande parceiro de estrada, fomos a São Paulo de Shadow, viagem sofrida, mas compensadora pela parceria e pelo Salão Duas Rodas... Rangel é dono de uma pilotagem muito firme e ao mesmo tempo tranqüila, bom estradeiro e amigão pra toda hora. Servage Alone (Miguel) – um integrante que esta no grupo há pouco tempo, mas parece que conhecemos há anos,... Alone é um cara muito bom pra trocar idéias sobre a vida, veio lá de Uruguaiana pra esbarrar no nosso coração aqui pela capital, esse cara é trecheiro dos bons e ainda bem que faz parte da nossa família. Servage Badu – surpreendente guri das duas rodas ou cara de gelo é como posso defini-lo, primeiro por ter começado no motociclismo há pouco tempo e já ter de cara na bagagem uma prova como Iron Butt e segundo, por ser o único Servage a não sentir sono algum na aventura toda...parabéns pela surpresa positiva que és ao nosso grupo. Servage Falka – cara entendedor de várias manhas do motociclismo e da vida, pra ele não tem ruim nunca, tá sempre pronto para rodar e desbravar o que vem pela frente... ficou famoso nesta empreitada pela frase: “não temos que pensar em comida, temos é que devorar o tapetão-asfalto”. Família Servage – todo pessoal que ficou lá na sede (Rondinha) torcendo e cuidando dos preparativos da chegada. Servage Daniel – o cara que escreveu o relato e que adora o motociclismo.

Fotos Publicadas



Voltar

   
Copyright © - Servage da Estrada - 1998-2010 - Todos os direitos reservados