Porto Alegre, Sábado, 04 de Setembro de 2010
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Rio GP 2004 – Porto Alegre ao Rio de Janeiro sobre Duas Rodas de 30/06 à 05/07 (3500 Km)

     FICHA TÉCNICA:
          Nome: Daniel Goulartt da Silva
          Idade: 23 anos
          Natural: Osório
          Grupos: Pé de Vento (1998-2000); Servage da Estrada (2001-2004)
          Motocicleta: GSX-R 750cc – SRAD – SUZUKI
          Consumo de Combustível: 16 à 20 Km/l
          Gasolina mais cara: R$ 2,35 (PREMIUM - IPIRANGA - PORTO ALEGRE-RS)
          Gasolina mais barata: R$ 1,94 (COMUM - PETROBRÁS - RIO DE JANEIRO-RJ)
          Quilometragem TOTAL da viagem: 3500 Km (Ida e volta)
          Tempo de programação/preparação da Viagem: 8 meses
          Tempo de duração da Viagem: 5 dias
          Total percorrido até hoje: 102000 Km

     SAÍDA: 30/06/04 (Quarta Feira) - Deixei Porto Alegre às 9:00hs, passei em Osório para tomar um "cafezão" com a mãe, com direito banana à milanesa e tudo mais. Eram 11:00 hs quando fui abastecer para passar no amigo mecânico Pedro “Bala”, demos os últimos retoques na moto (engraxar corrente e calibrar pneus), pegando a estrada (BR-101) parei para cumprimentar os amigos Tadeu e Cezar, em questão de cinco minutos, quando fui pegar a estrada em definitivo, a moto desligou total, não acendia nada. Resumindo, tivemos que levar a moto até a mecânica do Pedro e só fui sair de lá as 15:00 hs, o problema foi que a moto estava queimando fusível adoidado, entrando em curto. Carreguei-me de fusível e peguei a estrada. A primeira parada em Urussanga-SC, só abasteci e "garrei" a estrada novamente, iria fazer uma coisa que todo vivente que gosta da vida deve fazer um dia, subir a Serra do Rio do Rastro (Lauro Muller-SC), é uma serra para ninguém botar defeito, de noite nem se fala (ela é toda iluminada, apelidada de Serra Dourada, por causa da sua iluminação vista lá de cima). Encostei no topo da serra (1460 metros de altura), comi um pinhão e troquei meia dúzia de palavras com uns “historiadores”. Eram 20:30 estava encostando em Lages-SC, liguei para os amigos dos Gaviões da Serra M.C e eles vieram ao meu encontro para me levar à minha nova morada (casa do Capaceti - Presidente do Grupo). Fui sair do posto com amigo Saylon e Vermelho e a moto começou a “queimaçada” de fusível novamente, desta vez foram dois, troquei ali mesmo e fomos ao destino; chegando lá a confraternização foi total, tinha uma turma do Grupo e tava rolando um “entrevero de massa” (uma mistura de massa, frango, lingüiça, pimentão e outras especiarias), depois da confraternização de chegada fomos experimentar o tal entrevero, coisa de loco de tão bom, parabéns ao mestre cuca Capaceti! A conversa foi rolando e acabamos indo dormir era madrugada.
     01/07/04 (Quinta Feira) – Acordamos 7:30 hs, tomamos um cafezinho, fomos dar uma volta pela cidade, tirei umas fotos e quando eram 9:00 hs fomos visitar o amigo estradeiro, Antonio Ribeiro, ele sofreu um acidente e quebrou a perna, isso na viagem que ia fazer até a Venezuela, o acidente aconteceu em Cuiabá – Mato Grosso. Fomos recepcionados muito bem por ele, sua esposa e sua sogra, tomamos um super café, com direito a preparo de sanduíche reserva para a viagem. Na hora da despedida (11:00 hs) a moto enguiçou novamente, troquei o último fusível que tinha e este queimou também. Alternativa de momento, mecânico de novo, o Ribeiro ligou para um amigo (Mário) e em minutos ele apareceu, mas o problema foi solucionado por completo só as 13:30. Peguei a BR-116, o inicio parecia bom, botei pra andar, mais na frente uma curva aberta, logo avistei um monte de galhos na pista, indicação de acidente, tinha estourado a proteção do baú da carreta carregada de madeiras, tudo espalhado na pista, tirei fotos, filmei e ajudei a sinalizar um pouquinho até aparecer outros caminhoneiros. Rumando pela estrada, entre Santa Cecília-SC e Mafra-SC começou o sofrimento, era buraco pra mais de metro, velocidade máxima 60km/H, buraco menor “3 metros de diâmetro”, foram 80 km que pareceram 200 km. Encostei em um posto de gasolina em Mafra e fui ver os resultados na moto devido à buraqueira danada, um pisca ficou preso só pelos fios, arrumei ali mesmo, e pingava um liquido de baixo do banco, era a garrafa de água destilada que furou, eu levava para ir completando caso a moto esquentasse de mais e necessitasse. 18:00 hs a noite chegou, estava em Curitiba-PR, fui parar em Quatro Barras-PR para abastecer comer alguma coisa e logo peguei a estrada até Registro, já no estado de São Paulo, me instalei na pousada que já havia reservado via internet (Pousada Pousar, bem no centro da cidade, simples e barata – R$ 15,00, com garagem e café da manhã). Era 00:00 estava “hibernando”.
     02/07/04 (Sexta Feira) – Levantei 8:30 hs, tomei café e fui conhecer um pouco de Registro, uma cidade colonizada por Japoneses, os nomes das ruas e monumentos são quase todos de origem japonesa. Fui na praça dos expedicionários, no monumento Toril e no casarão do Porto (KKKK), esse último é um campus da faculdade local. 11:30 hs já com a moto carregada e revisada pela mecânica dos Welling Boys (gurizada que faz apresentações sobre motos) peguei a estrada. 14:00 hs estava cruzando pela cidade de São Paulo, só pra variar me perdi lá dentro daquele caldeirão, a cidade é repleta de pessoas atucanadas, tudo doidinho da cabeça, stress total, fui conseguir pegar a Rodovia Presidente Dutra só as 15:00 hs e nesse horário aproveitei para almoçar as margens da rodovia (Guarulhos-SP); queria uma comida não muito pesada, mas os caras queriam cobrar R$ 8,90 por um prato de massa, feijão e frango, não mesmo, daí pulei para a marmita e um suco de laranja natural (R$ 5,00), comi na moto mesmo, tava 10! Dei uma descansada ali pelo posto mesmo e as 16:30 hs botei pra rodar até Pindamonhangaba-SP (260 kms do Rio de Janeiro), durante esse percurso o sol era forte e deu principio de sono, tive que entrar em ação com gritos e levantar a viseira do capacete por inúmeras vezes. Em Pindamonhangaba tomei café, comprei uma lembrancinha (garrafinha de cachaça de Minas Gerais) e me distrai conversando com quatro caras que estavam indo ver a corrida também, eles eram de Santo André-SP, torcedores da equipe campeã da Copa do Brasil, caíram na minha cabeça quando souberam que torcia para o São Paulo, foi uma gozação só, que serviu para me deixar atento para os próximos quilômetros, assim como a ligação para o amigo Freitas, onde eu ficaria hospedado, ele me deu um animo quando disse que era só baixadão até o Rio de Janeiro, estrada boa e tinha uma turma me esperando para me recepcionar no posto de gasolina lá no bairro onde ele mora. “Garrei” a estrada com vontade, primeiramente ia me guiando em uns carros que demonstravam conhecer a estrada, a velocidade era boa e estava rendendo a viagem; faltando uns 150 Km pra chegar ao destino, vi crescer um farol de moto no meu retrovisor, dei passagem, era uma Suzuki-V-Strom-1000cc, não deu outra, o cara parecia conhecer a rodovia, fui no vácuo dele até o RJ, passando pela Serra das Araras (serra com muitas curvas fechadas e perigosas). 21:20 hs encostei no KM 0 da via Dutra, Rio de Janeiro, muito feliz e logo liguei para o Freitas me buscar. Trocamos abraços e felicitações ali no posto e logo tocamos para o local da recepção e confraternização, chegando no Posto Repsol, bairro da Tijuca, vi um monte de motociclistas e amigos do Freitas (sua filha e genro, o Michael, o Juca, o Henrique, o Joil, o Nelson (gerente da Isa Motos-RJ), o lobo, do Moto Base, Mário, dos Gladiadores, o Sidney, Presidente do Ellos Moto Club, Marcinho, dos Camaradas e muitos outros companheiros acompanhados da esposas e namoradas), fui apresentando um por um, todos muito legais e impressionados com a minha façanha. Chegando na casa do amigo Freitas, tirei as tralhas da moto e fui ao banho, enquanto a Sonia (esposa de Freitas) preparava uma sopa pra lá de especial, depois da janta ficamos até a 1:30 hs conversando e colocando os papos em dia.
     03/07/04 (Sábado) – Acordamos 8:00 hs, tomamos café e fomos trocar o óleo das motos (SRAD E SHADOW), na mecânica do Gil, que tinha recém chegado da Paraíba, sua terra natal. Depois do pequeno check-up nas motos fui levado para conhecer as paisagens de uma cidade que tem apelido: maravilhosa, não é à toa, tudo de bom. Antes passamos na mecânica do Ramos (Presidente dos Aranhas do Asfalto – Méier-RJ), lá estava o presidente dos Vickings M.C – RJ (Carlinhos), nos apresentamos, trocamos várias idéias e adesivos, um pessoal gente boa pra caramba, é nessa mecânica que o amigo Freitas está construindo o seu triciclo, que no fim do ano irá puxar uma estrada até o sul do Brasil, com recepção dos Servage da Estrada-RS. Saindo da mecânica do Ramos fomos subir a Floresta da Tijuca, Torres do Sumaré, o Alto da Boa Vista, desses pontos dava pra se ver a cidade carioca todinha. Passamos também pelas Paineiras, no Mirante Dona Marta, nos pés do Corcovado, em Santa Teresa, laranjeiras, São Conrado, e após encontramos o Michel (amigão do Freitas), no Barra Grill (restaurante de ótima qualidade), já na saída do restaurante vi ao lado da minha moto, a ex-Ferrari do Romário, não perdi tempo e registrei aquele momento. Pelo fim da tarde fomos ver o pousar das asas deltas que saltavam da pedra da gávea para São Conrado(bairro onde estávamos), ali fizemos amizade com um motociclista de Atibaia-SP. Depois de muito fotografar, filmar e desfrutar daquele magnífico entardecer à beira mar fomos percorrer a Praia de São Conrado, dando pra ver a tão temida Favela da Rocinha, Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana, Leme e Praia Vermelha (Pão de Açúcar). Continuamos nosso trajeto pelo aterro da Glória, conheci a Praia de Botafogo, a Praia do Flamengo, centro (Av. Presidente Vargas), a Igreja da Candelária, onde houve a famosa chacina da candelária, cruzamos pelo Estádio Maracanã (tava acontecendo o jogo de Fluminense X Grêmio) e depois de muito percorrer chegamos no Bairro Tijuca, local da hospedagem. Pela noite, tinha casamento do irmão do Freitas, ele e Sônia se arrumaram e foram, eu fiquei em casa (descansando e mexendo na internet); na chegada do casamento o Freitas disse que eu perdi de comer uma coxinha de elefante, mas não deu, eu tava exausto. Fomos dormir por volta das 23:00 hs.
     04/07/04 (domingo) – Acordamos 06:50 hs, tomamos um pretinho e tocamos para o posto Repsol (ponto de encontro com o mecânico Gil), ali tomamos um "cafezão", e nos encontramos com o amigo Gil. Trocamos umas idéias e logo fomos para o autódromo (25km do centro da cidade), era cedo da manhã, a corrida só começava as 11:30 hs, mas mesmo assim já tinha um imenso deslocamento de pessoas para o local do espetáculo; chegamos em Jacarepaguá (autódromo) eram 09:15 hs, deixamos as motos em um estacionamento pago e fomos para o Setor A (local onde tínhamos direito de assistir a corrida, o Freitas que conseguiu os ingressos com a Deputada Miriam). Nos acomodamos bem no final da reta, onde as motos passavam com a velocidade máxima, motor cheio, mas logo na frente tinha a curva, eles reduziam duas ou três marchas e deitavam, deitavam, muitooooo, alguns pareciam que estavam de pijama, pois, quase dormiam na curva de tão deitados que ficavam, impressionante! Assistimos aos Warn-Up (reconhecimento da pista e teste das máquinas) de todas as categorias (125cc, 250cc e Moto GP) e as 11:30 hs estava pra ser dada a largada, pra quem nunca assistiu uma corrida de Moto GP, ao vivo e a cores, é indescritível ver todas aquelas motos alinhadas no grid de largada, a hora que vem o sinal verde, o ronco ensurdecedor toma conta, as motos parecem que vão se tocar, se embolam, mas todos com muita precisão contornam as curvas com muita agilidade e perícia, por um momento perdemos de vista (tem locais que não se enxerga os pilotos),mas quando apontam grande reta, sai de perto, passavam próximo dos 330 Km/H e um pouco mais a frente uma curva não muito aberta, então eles desenrolavam os cabos dos aceleradores, baixavam marchas e deitavam o que dava, loucura, parece contra a lei da gravidade. Estávamos na torcida pelo brasileiro Alexandre Barros, largou bem, pulou para a terceira posição, mas não agüentou a pressão do Japonês doido, o Tamada (vencedor da corrida) e do Loris Capirossi, desta forma terminou a corrida em quinto lugar; o ilustre mestre de pilotagem, Valentino Rossi (Itália), caiu na metade da prova, assim como o líder do mundial, Sete Gibernau (Espanha), deixando a briga da corrida por dois pilotos da mesma equipe (Max Biaggi e Tamada), faltando duas voltas para o final, Tamada deu um bote certeiro em cima do Biaggi e assegurou a primeira colocação na corrida e sua primeira vitória na categoria Moto GP, na terceira colocação ficou o Nick Hayden (Eua). Já acabada a corrida, os pilotos passam bem em frente ao público, alguns acenando, outros empinando e fazendo peraltices. Acabamos tendo que ir embora após o término da corrida da Moto GP, não assistimos as outras categorias, devido que eu teria de encarar a estrada ainda no domingo, pois teria uma prova na Faculdade (Porto Alegre-RS), na terça feira as 10:00 hs da manhã. Fomos para a casa do Freitas, chegando lá a Dona Sônia tinha preparado uma baita de uma macarronada, estávamos famintos e aquela massa tava nota 10, deu pra dar uma carga na bateria (“carcaça humana”); após a comilança fui arrumar as coisas na moto, agora com mais bagagem do que na chegada, o amigo Freitas me presenteou com umas treze camisetas de Grupos de Moto do Estado do Rio de Janeiro, presente que nem esse, não existe igual, emocionante de coração, não sabia nem como agradecer. Próximo das 16:00 hs me despedi da Sônia e Gil, a partir daí o Freitas me levou até a Rodovia Presidente Dutra (liga Rio a Sampa), nos despedimos e comecei o meu percurso de volta. No caminho muitas motos, de tudo que é tipo, esportiva, custom e trail, todos voltando da corrida, os de esportivas (alguns) pensavam que estavam participando de uma corrida, seria o resultado de assistir a uma corrida de Moto GP? Creio que sim, até eu me empolguei um pouco, mas tudo dentro de um bom senso. Em torno das 21:00 hs estava entrando na marginal tiête (São Paulo), passei pela marginal pinheiros, terminei de atravessar São Paulo por volta das 21:30 hs, o trânsito estava bem mais tranqüilo do que na ida, logo encostei em um posto na Taboão da Serra-SP, ia só tomar um café e procurar um lugar pra descansar, que nada, engano meu, quando estava saindo do posto encostou uma Shadow (600cc) com dois caras nela (o Turco e o JB), eles viram que eu era de Porto Alegre e riram, que tinha um cara que estava mais longe de casa do que eles (eles são de Curitiba-PR); ficamos conversando e acabamos jantando ali no posto, eles tinham que tocar pra Curitiba pra chegar antes do amanhecer, e queriam que eu fosse junto pra fazer parceria na estrada, eu de começo não tava muito afim, tava pregado, mas o papo foi contagiante, senti firmeza em mim e nos parceiros e pegamos a estrada às 23:00 hs, começou a chover e em alguns trechos a neblina atrapalhava um bocado, a rodovia que estávamos (Regis Bitencourt- apelidada de Rodovia da Morte) em muitas partes não tem sinalização alguma, portanto era impossível andar com a viseira fechada, tinha que ser a olho nu pra não se perder nas curvas; falar em se perder, presenciamos um capotamento de um Chevete na descida da serra, a caminho de Registro -SP, e um tombamento de uma carreta. Encostamos em Registro (02:00 hs da madrugada) pra tomar um café e abastecer, seguimos e direção ao Paraná, mais precisamente rumo a Curitiba, a estrada apresentava altos e baixos (alguns trechos dava pra rodar tranqüilo, em compensação tinha outros trechos que era só buraco, foi ai que perdi o pisca dianteiro da moto, aquele que já tinha incomodado na ida, em Mafra-SC). 04:30 hs da madrugada estávamos fazendo nossa última parada, foi em Campina Grande do Sul, comemos algo, abastecemos e seguimos para finalizar nossa estrada do dia, e a chuva véia nos acompanhando, até a chegada em Curitiba (05:30 hs da manhã). Por convite do amigo Turco, acabei me hospedando em sua casa, na chegada, desmontei as tralhas da moto, me apresentei aos presentes (sua mãe, esposa e filha), todos estavam tensos e felizes com a chegada dos aventureiros, logo fui ao banho e cai numa cama bem quentinha. Acordei por volta das 10:00 hs, a mãe do Turco preparou um “cafezão” com direito a ovo frito e tudo mais; eram 11:30 hs o amigo curitibano me levou até a rodovia BR-101, agradeci a hospedagem e fui... 14:00 hs estava almoçando em Itajaí-SC, no posto dos Cowboys do Asfalto (tem site na internet: www.comwboysdoasfalto.com.br); seguindo viagem, o sono bateu, tive que parar antes de Florianópolis para dar uma cochilada de meia hora, em um posto de gasolina. Próxima e última parada do dia seria na cidade de Tubarão-SC (posto Osório), tomei um café bem forte, troquei umas idéias com um companheiro de estrada(caminhoneiro que puxava frete para Minas Gerais), daí em diante toquei até Osório-RS, dormi lá com a mãe e no dia seguinte fui à Porto Alegre fazer a prova. O relato foi bem compacto, mas deu para expressar um pouco do que aconteceu nos cinco dias de viagem, o ideal era fazer esse trajeto com no mínimo uma semana, mas teve que ser dessa forma e foi maravilhoso. Queria deixar dito o que cada vez mais se comprova: é em relação ao espírito de companheirismo dos irmãos da estrada (motociclistas e a grande parte dos caminhoneiros), impressionante a capacidade desses aventureiros tem em dialogar, descontrair e abrigar aos amigos, vários exemplos foram vistos nesse simples relato com duração de cinco dias. Tira-se a conclusão que o mundo não está perdido, basta acreditarmos e procurarmos nos envolver com pessoas boas de alma e coração, independente de religião, “status” financeiro, ou qualquer outra ordem. Deixo o final desse relato para agradecer a minha família por entender esse cara que gosta muito do motociclismo, um hobby que preocupa a alguns mas satisfaz a outros, agradeço o apoio dos amigos que foram mantendo contato ao longo da viagem e mais do que nunca agradeço o pessoal carioca, em especial o amigo Freitas, um cara incansável, prestativo e super hospitaleiro, se não fosse por ele, eu não teria conhecido o Rio de Janeiro da forma que fui apresentado; agradecido de coração e até a próxima.

          Daniel Goulartt da Silva – “Texano”
          Servage da Estrada Moto Grupo do RS
          Secretário Geral da Amo-RS


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