Porto Alegre, Sábado, 04 de Setembro de 2010
Boa tarde! 
 
Bem Vindo(a) ao Site do Moto Grupo Servage da Estrada
   
MENU


DESTAQUES & APOIO







023160
Acessos desde
27/08/2007

PREVISÃO DO TEMPO



CONTATO
Nome:

E-mail:

Mensagem:


 

Galerias de Fotos

Expedição ao Chile 2006 - Servage da Estrada – RS - Brasil

     BREVE RELATO DA Expedição ao Chile 2006 - Servage da Estrada – RS - Brasil - 10/02/2006 à 19/02/2006 - 5480km percorridos.

     Os Expedicionários:
          - Daniel “Texano” – Osório-RS - Marauder 800cc
          - Nelson “Nerso” – Porto Alegre-RS – Suzuki 750F
          - Ricardo “Hornet” – Osório-RS – Hornet 600cc
          - Simone “Calipso” – Osório-RS - Garupa da Hornet 600cc
          - Rui “V Max” – Porto Alegre-RS – V Max 1200cc

     1º dia – Saída de Porto Alegre (17h): Chegamos (21h) em São Gabriel onde nossos amigos João Félix e Omero nos esperavam com uma acolhida calorosa. Comemos um churrasco e passeamos na praça de São Gabriel.

     2º dia - dia – Acordamos às 6h:30min. e tentamos acordar nosso amigo Omero, esta tarefa foi muito difícil, mas o Rui conseguiu de uma forma cômica. Tomamos o último café brasileiro dos próximos 8 dias.
     Por volta das 11h atravessamos a Ponte Internacional de Passo de Los Libres, paramos na Aduana e perdemos quase uma hora com a burocracia de documentos.
     Ao começar a rodar em solo argentino notamos a diferença das estradas, são bem melhores que as nossas, a média de velocidade deu para aumentar um bocado...
     Por volta das 18h chegamos na charmosa e clássica cidade de Paraná-Argentina. Hospedamos-nos no Hotel Bahia, bem acessível de preço e de localização. Pela noite visitamos o centro da cidade e tiramos algumas fotos a margem do Rio Paraná.
     Na volta para o Hotel (meia noite) chegaram conosco mais 4 motociclistas de Porto Alegre, eles acabavam de rodar 1000km, passaram pelos vulcões chilenos e tinham muita história para nos contar.Após a confraternização fomos dormir, estávamos cansados e tínhamos percorrido 720km neste dia.

     3º dia – Acordamos “cedo” e tivemos o primeiro choque da viagem, foi com o café da manhã, pensamos que íamos nos fartar comendo, que nada, só Meia Luna (Croassant sem recheio) e café preto, dizem que isso é costume do povo argentino. Após o super café fomos conhecer de perto o Rio Paraná.
     Pegamos a estrada por volta das 10h, passamos por um túnel sub-fluvial muito legal, logo cruzamos por Santa Fé e nossa primeira parada foi para o almoço à moda Servage. Encostamos num posto e fizemos uma massa com atum, foi de lamber os beiços!
     Em torno das 17h chegamos em Córdoba – Argentina, contamos com a prestatividade de um “Hermano” que nos levou até a zona dos hotéis. Pela noite fomos conhecer um pouco da cidade, fomos no Shopping, visitamos igrejas clássicas e jantamos no “Paseo del las Flores”. Eu e o Rui terminamos a noite num Cyber Café matando a saudade do pessoal do Brasil.

     4º dia – Esse dia foi o mais complicado da viagem, nosso destino era Mendonza, tínhamos que percorrer 680km, começamos nos perdendo nas rótulas de Córdoba, fizemos umas “trocentas” voltas e quando estávamos no caminho certo faltando uns 500km para Mendonza, fomos dar ouvidos a uma pessoa na “Estacion de Serviço” (Posto de Combustível), essa pessoa nos indicou um caminho com aventura e paisagens exuberantes, isso tudo com a mesma kilometragem a percorrer, não pensamos duas vezes e trocamos o roteiro...que furada, nos perdemos mais algumas vezes, passamos por Valle del Dique (região de lagos lindos), La Falda (onde procuramos o bar das motos e ninguém sabia onde era), caímos nas mãos da Policia Camineira no meio de um deserto, tivemos que dar propina a eles, ficamos sem combustível, sorte que existia a cidade de nome Milagro (foi um milagre pra nós!). Resumindo, não conseguimos chegar e Mendonza e dormimos em Chepes, na manhã seguinte descobrimos que tínhamos mais 350km até Mendonza. Obs: sorte que o hotel onde ficamos tinha uma piscina para nos divertir.

     5º dia – Às 8h começamos a “puxar” estrada, pelo meio dia passamos por Mendonza e paramos para lanchar numa Estacion de Serviço com vista privilegiada para um rio formado devido ao degelo da neve das Cordilheiras. Nessa parada fizemos amizade com os primeiros Chilenos, até foto rolou por ali!
     Pelas 16h começamos a ver gelo nos picos das Cordilheiras, algo indescritível, só sentindo ao vivo e a cores para relatar...as paradas para foto começaram a ser uma atrás da outra. Chegamos na imigração Chilena e ai perdemos tranquilamente uma hora, é muita burocracia e fiscalização, a Policia Carabineira (Chile) é bem preparada e exigente.
     Pegamos a estrada nas Cordilheiras rumo aos Caracolles Chilenos, ai em diante viajamos com chuva e frio até a cidade de Los Andes-Chile. Importante ressaltar outra experiência fantástica: rodar nos Caracolles Chilenos, são várias curvas sem nenhuma proteção nas encostas da estrada, em caso de se perder numa curva o cara ta ferrado! Eu particularmente realizei um sonho, rodar nos Caracolles foi muito massa!!!

     6º dia – Nesse dia rumamos ao nosso objetivo final, ou seja, chegar no Pacífico, e em torno do meio dia estávamos tirando nossa primeira foto oficial em Viña del Mar.
     Fomos comemorar nossa chegada num Mc Donalds no centro da cidade de Reñaca. Logo depois fomos procurar um camping para largar as tralhas da Expedição.
     Pela tarde passeamos por Valparaiso, Viña del Mar e Reñaca, tiramos muitas fotos, tomamos cerveja em jarra de 2 litros, fomos a praia e mesmo com a água fria do pacífico me arrisquei num banho. Antes de chegar à noite fomos comprar uns “regallos” para nossas namoradas e familiares.
     Pela noite fizemos um churrasco de chuletas de cerdo e eu e Rui terminamos a noite mais uma vez num Cyber Café.

     7º dia – Começamos a nossa volta para casa, rodamos nos Caracolles e nas Cordilheiras dos Andes, agora com o tempo aberto, sem chuva, fomos até no Pico do Aconcágua – 6962m (pico mais alto da América do Sul). Ali, próximo do Pico sentimos a falta de oxigênio, isto que estávamos a uns 3000m de altura, imagina chegar até o final o que deve acontecer!
     Na curva 17 dos Caracolles proporcionamos um mini encontro de motos junto com outros motociclistas brasileiros (RS, PR, SP, DF). Enfrentamos a Aduana Chilena e Argentina novamente e rumamos a Mendonza. No caminho pegamos uma forte chuva com granizo e acabamos chegando ao destino por volta das 22h.
     8º dia – Nesse dia foi o que mais rodamos, foram 900km de só aceleramento com sol escaldante, vento forte e algumas panes secas...
     Obs: próximo a Mendonza, compramos uns vinhos Argentinos por um preço bem acessível (2 garrafas por menos de 10 reais).
     Chegamos em Rosário à meia noite e nos instalamos no Hotel Embajador, tinha “cochera” (garagem) com filmagem assim nem precisamos desmontar as bagagens das motos.

     9º dia – Nessa data, a sorte voltou para nosso lado, pensávamos que teríamos uns 700km pela frente até chegarmos em Uruguaiana, rodamos só 600km. Com essa diminuída deu para passear um pouco pela cidade de Rosário e conhecer um pouco da cidade natal do Grande Revolucionário Ernesto Guevara de La Cerna (Che Guevara). Uns foram fazer compras e outros foram conhecer o lado histórico da cidade.
     Em direção a Uruguaiana, passamos por Victória, Federal e rodamos boa parte pela Ruta 127. Encostamos os esqueletos em Uruguaiana por volta das 22h, ficamos num hotel muito bom (Hotel Uruguai-River), tomamos um banho de piscina e fomos dormir!

     10º dia – Hoje estávamos todos ansiosos, foi o dia que acordamos mais cedo sem reclamar, tava todo mundo louco pra chegar em casa e rever os familiares. Matamos a vontade de tomar um bom e gostoso café à moda brasileira.
     Começamos a puxar estrada (8h) e depois de 50km de estrada a moto do nosso amigo Rui deu problema (baixou o nível do óleo do motor), resolvemos não insistir com ela e conseguimos um “anjo caminhoneiro” pra leva-la até Porto Alegre. Não sei como conseguimos colocar a moto (V Max) em cima de um caminhão 1313, ele é muito alto, e tivemos que fazer essa empreitada na base da adrenalina.
     Faltando uns 30km para chegar em Porto Alegre, paramos e esperamos o caminhão que o Rui tava, escoltamos ele até nosso ponto de encontro no Bar da Gringa. Foi muito emocionante a chegada no Bar, pois lá estavam os nossos amigos do Moto Grupo pra nos recepcionar.

     CERTEZA: Essa aventura me fez observar que não é só o futebol que é uma paixão mundial, o motociclismo também é, pois por onde rodamos fomos bem recepcionados e sempre tinha alguém querendo ajudar.

     RESULTADO DA VIAGEM DESCRITA PELO AMIGO RUI:
     E mail enviado para os Expedicionários.

     Aí pessoal.
     Escrevo para dizer o quanto curti a viagem que fizemos. Foi linda, uma aventura inesquecível, um roteiro exclusivo, lugares maravilhosos, imagens deliciosas, rochas, gelo, sal, pôr do sol no mar, nascer da lua nas cordilheiras. Dez!!!!
     Mas nada disso teria sido possível sem vocês. Vocês são pessoas tão inesquecíveis quanto a viagem. É inacreditável que cinco pessoas passem as24h do dia juntas durante praticamente 10 dias e não role nenhum stress. Não houve uma única discussão acalorada, uma palavra ríspida, um desentendimento. Apenas consenso, amizade, companheirismo, parceria, cumplicidade, apoio.
     O Nelson com sua cervejinha e sua pressa de sair da cama pra "puxar". A Simone com sua alegria permanente e ânimo inabalável. O Ricardo na dele, disposto a tudo, sempre na boa. O Daniel com sua liderança e simpatia. Todos alegres, felizes, sem frescuras, sem chatices, sem cara feia pra nada.
     Vocês são pessoas especiais e eu iria a qualquer lugar com vocês. Se permitirem ainda vamos "papar" juntos outras vezes na estrada.


Fotos Publicadas



Voltar

   
Copyright © - Servage da Estrada - 1998-2010 - Todos os direitos reservados